Mostrando postagens com marcador necessitados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador necessitados. Mostrar todas as postagens

terça-feira, julho 21, 2009

A Solidariedade Cristã [2]

Estou postando aqui um texto para ajudar os professores de Adolescentes.
Copiei o endereço do site http://www4.mackenzie.com.br/7158.98.html.
O autor do texto chamas-se Alderi Souza de Matos.

Lembrai-vos dos que sofrem: Histórias de compaixão e solidariedade

Por causa do exemplo e dos ensinos de Jesus, os cristãos desde o início colocaram no centro das suas preocupações a solidariedade para com os sofredores. É longa e eloqüente, na história do cristianismo, a galeria daqueles que devotaram as suas vidas para minorar as aflições dos seus semelhantes, motivados pelo amor. Dentre estes, alguns se destacaram de maneira especial pela abnegação e intensidade com que se entregaram a esses esforços. Apresentamos a seguir alguns poucos exemplos inspiradores dentre tantos que poderiam ser citados. O objetivo é tão somente mostrar o que algumas pessoas têm feito nesse aspecto tão importante quanto negligenciado da missão dos cristãos e da igreja no mundo.

1. Francisco de Assis (1182-1226)Seu nome de batismo era Giovanni di Bernardone, sendo o seu pai um abastado comerciante de tecidos na cidade de Assis. Teve uma juventude despreocupada e aventureira. Após amargas experiências de prisão e enfermidade, começou a reconsiderar os seus valores. Em 1205 fez uma peregrinação a Roma, após a qual teve uma visão na qual Deus lhe falou que reconstruísse uma igreja perto de Assis. Para esse fim, vendeu o seu cavalo e alguns bens do pai. Este o deserdou e Francisco renunciou às posses materiais. Em 1209 um sermão sobre Mateus 10.7-10 o convenceu a abraçar uma vida de pobreza apostólica. Começou a pregar o amor fraternal e o arrependimento. Sua regra monástica obteve a aprovação do papa Inocêncio III em 1209 e os seus seguidores se tornaram conhecidos como “frades menores”.
Devotando-se à pregação e ao cuidado dos pobres e enfermos, um número crescente de frades passou a reunir-se anualmente no Pentecoste em Assis. Em 1212 foi fundada por uma discípula a ordem feminina das Pobres Claras. Alguns anos depois também seria criada a Ordem Terceira, para leigos. Entre 1212 e 1219, Francisco fez várias tentativas de missão aos muçulmanos (Síria, Marrocos, Egito). Após abdicar da liderança da ordem em 1223, retirou-se para um mosteiro e passou o restante da vida em isolamento e oração. Nesse período compôs o “Cântico do Irmão Sol”, as Admoestações e o seu testamento. Sua generosidade, fé singela, dedicação a Deus e ao próximo, amor pela natureza e grande humildade o tornaram muito popular nos últimos séculos. Curiosamente, o aumento do interesse por esse personagem entre pessoas cultas deve muito aos estudos de P. Sabatier, um pastor calvinista de Estrasburgo.

2. William Booth (1829-1912) e Catherine Booth (1829-1890)Natural de Nottingham, Inglaterra, William foi inicialmente anglicano. Aos quinze anos converteu-se em uma igreja metodista, tornando-se poucos anos mais tarde um pregador avivalista. Foi para Londres, onde veio a casar-se com Catherine Mumford em 1855. Em 1861, o casal deixou a igreja metodista, dedicando-se à pregação itinerante. Fundaram a Missão Cristã (1865), voltada para o evangelismo e a filantropia. Em 1878, essa entidade teve o seu nome mudado para Exército de Salvação. Nos anos seguintes, começou a ministrar a egressos de prisões, prostitutas e alcoólatras. Em 1885, realizou a primeira cruzada contra a prostituição infantil.
A partir de 1880, quando o Exército de Salvação chegou aos Estados Unidos, Europa continental, Austrália e outras regiões, Booth passou a maior parte do tempo viajando, organizando o seu movimento e fazendo conferências. Em 1890, o ano da morte da esposa, publicou In Darkest England and the Way Out (Na Inglaterra mais escura e o caminho de saída), no qual sugeriu várias soluções para os males sociais da época. Inicialmente objeto de forte oposição, seu trabalho acabou por granjear a admiração do povo inglês, recebendo o apoio do próprio rei Eduardo VII e de autoridades estrangeiras. A principal característica desse notável casal foi o seu amor pelos pobres, cujas almas buscaram converter ao mesmo tempo em que supriam as suas necessidades materiais. Esses objetivos continuam inspirando o movimento até os dias atuais.
3. Toyohiko Kagawa (1888-1960)Esse reformador social nasceu em Kobe, Japão, sendo filho ilegítimo de um rico ministro de estado e uma gueixa. Os pais morreram antes de ele completar cinco anos. Sua infância foi marcada pela solidão e pelo sofrimento. Indo para a escola em Shikoku, a amizade de um professor cristão e de dois missionários lhe trouxe pela primeira vez amor e esperança. Converteu-se aos quinze anos e foi em seguida deserdado pela família. Sua profunda experiência do amor de Cristo o levou a dedicar a vida ao serviço dos pobres. Após quase morrer de tuberculose, ingressou no Seminário Presbiteriano de Kobe em 1905. Passou a residir nos cortiços da cidade, onde 10 mil pessoas viviam em cubículos de menos de quatro metros quadrados.
Após algum tempo de estudos nos Estados Unidos, a partir de 1919 labutou por quinze anos nas favelas, lutando pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos marginalizados. Liderou o nascente movimento trabalhista japonês e criou o primeiro sindicato de camponeses. Tomado de grande paixão pela justiça social, pregou, escreveu e trabalhou incessantemente pela causa do socialismo cristão. Em 1925 foi autorizada a organização de sindicatos e no ano seguinte foram aprovadas leis visando a eliminação das favelas. Em 1930, Kagawa fundou a organização evangelística Movimento do Reino de Deus. Em 1940, foi aprisionado como pacifista, mas depois da guerra tornou-se o líder da democratização do país. Destacou-se como místico, ativista social, líder eclesiástico e apóstolo do amor no Japão. Entre outros livros, escreveu Antes do Alvorecer, Cristo e o Japão e Amor, a Lei da Vida.

4. Madre Teresa de Calcutá (1910-1997)Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu de pais albaneses em Skopje, Macedônia. Desde muito jovem mostrou-se desejosa de trabalhar na Índia. Em 1928 uniu-se às Irmãs de Loreto na Irlanda e foi enviada para Darjeeling a fim de iniciar o seu noviciado, adotando o nome de Teresa. No ano seguinte foi lecionar numa escola de sua ordem em Calcutá destinada para jovens de boa condição social. Sentindo-se atraída para os miseráveis, em 1948 deixou a sua ordem e foi viver nas favelas de Calcutá, ensinando crianças pobres e cuidando dos aflitos e desamparados. Outras irmãs se uniram a ela e em 1950 foi aprovada a sua nova ordem, as Missionárias da Caridade. Em 1952, fundou Nirmal Hriday, sua primeira casa para moribundos carentes.
Em 1963 ocorreu a fundação dos Irmãos Missionários da Caridade e em 1969 dos Cooperadores Internacionais de Madre Teresa. As atividades desses grupos, de âmbito mundial, voltam-se para a assistência a todos os tipos de pessoas carentes e doentes, bem como a vítimas do ódio e abandono. Em 1969, o filme Algo Belo para Deus, transmitido pela BBC, e um livro com o mesmo título, ambos de Malcolm Muggeridge, tornaram Madre Teresa conhecida internacionalmente. O seu amor abnegado, especialmente em favor dos moribundos, atraiu a atenção do mundo e ela recebeu muitas homenagens, entre as quais o Prêmio Nobel da Paz de 1979. Ela disse certa vez: “De sangue e origem, sou plenamente albanesa. Minha cidadania é indiana. Sou uma freira católica. Quanto ao meu chamado, pertenço ao mundo inteiro. Quanto ao meu coração, pertenço inteiramente a Jesus”.
Num mundo marcado pelo materialismo, hedonismo e individualismo, que esses nobres exemplos possam inspirar a muitos para lutarem contra a injustiça e o sofrimento, fazendo-o pelas razões certas, com motivações que glorifiquem a Deus.

A Solidariedade Cristã [1]- Adolescentes

Introdução

A Bíblia utiliza várias palavras relacionadas à solidariedade: generosidade, misericórdia, afeto, compaixão, etc.

Dentre estas destaco aqui três:
Generosidade – A palavra generosidade no grego é “aplotes” que, no texto de 2 Co 8.2, significa “liberdade”. Esta liberdade é a manifestação prática da essência do amor (Lc 10.33,34).

Compaixão – O termo grego “oikteiro”, significa ter piedade, um sentimento de aflição pelas adversidades dos outros.

Solidariedade – segundo os dicionários significa dependência mútua entre os homens ou sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente.

O maior ato de solidariedade
Podemos afirmar que é impossível amar sem ser liberal para doar. Deus é amor, por isso quem O serve aprende a amar sendo generoso.

Não há exemplo maior de solidariedade, do que o de Deus. Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.
O Senhor Deus é o seu defensor. Ele mesmo revela ser deles o refúgio (Sl 14.6; Is 25.4), o socorro (Sl40.17), o libertador (Sl 12.5) e provedor (Sl 132.15).

No NT, Deus também ordena a seu povo que evidencie profunda solicitude pelos pobres e necessitados, especialmente pelos domésticos da fé.
Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser Jesus (Lc 4.18, 19; 21.-4; Jo 4.1-42: MT 8.2-4)
Jesus espera que o seu povo contribua generosamente com os necessitados. Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (Jô 12.5,6; 13.29). Uma das exigências de Cristo para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (MT 25.31-46).

Igrejas Solidárias
Para Paulo, a coleta para os santos pobres de Jerusalém era matéria de grande importância, levando-se em conta o espaço dedicado à questão no NT.

Ver post http://ensinadorcristao.blogspot.com/2009/06/ajuda-aos-necessitados-licao-12.html

Sentimento de liberalidade

A igreja de Jerusalém passava por um momento de aflição provocada pelas perseguições. As igrejas gentílicas, movidas por um sentimento de liberalidade, decidiram contribuir com o que fosse possível para aliviar um pouco o sofrimento dos irmãos que faziam parte da igreja-mãe em Jerusalém.

Princípios básicos sobre liberalidade
A liberalidade consiste no amor em ação. E o amor torna-se realidade por ocasião do novo nascimento.
Ver exemplo de Zaqueu

http://ensinadorcristao.blogspot.com/2009/07/novo-caminho-para-deus-pre-adolescentes.html

Toda pessoa verdadeiramente convertida ao Senhor tem um coração liberal para contribuir.
O ato de contribuir é resultado da compreensão dos valores estabelecidos na Palavra de Deus.

Conclusão
A Bíblia ensina que devemos ser solidários para com todos os homens.
O sentimento de liberalidade está ligado a conversão, por isso todo o crente tem o dever de ser generoso, pois isto é fruto do que ele já recebeu da generosidade divina.

Fontes:
Lições da Palavra de Deus - Revista 14
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Vine

quarta-feira, junho 17, 2009

Ajuda aos Necessitados - Lição 12

Introdução

Foram tratados os grandiosos temas da epístola. Mas ainda há alguns assuntos que requerem atenção, e Paulo se volta pra eles. Numa breve seção ele dá orientações para a coleta em favor dos pobres, esboça os movimentos que planejou, fala resumidamente sobre amigos mútuos, Timóteo, Apolo e outros e encerra a sua carta, com um chamado ao serviço cristão.

As primeiras palavras do capítulo 16, quanto à coleta, dão a entender que Paulo está abordando um outro assunto levantado pelos coríntios. Desta vez, o problema coríntio refere-se à contribuição de dinheiro, um assunto que muitos crentes de hoje nutrem perguntas e dúvidas honestas.

Contexto
Paulo pediu que os coríntios contribuíssem com seu dinheiro em benefício de uma necessidade bem específica. Paulo aqui não fala aqui de dízimo, mas de uma oferta que eles estava levantando entre as igrejas da Macedônia, da Galácia e da Acaia para os irmãos da igreja de Jerusalém, que estavam tendo dificuldades. Houve muitos pobres na igreja de Jerusalém (Rm 12.56). A fome profetizada por Ágabo (At 11.27-30) estava flagelando aquela região. Por isso, os crentes em outras áreas mandavam ajuda financeira à igreja mãe em Jerusalém.

O problema da pobreza da igreja de Jersusalém se agravou ainda mais com o martírio de Estevão. Depois da morte de Estevão todos os crentes, exceto os apóstolos, precisaram sair de Jerusalém (At 8.1). Começou uma implacável perseguição aos cristãos e eles tiveram de deixar suas propriedades e casas e fugir da idéia.

A igreja de Antioquia já havia enviado uma ajuda financeira para os pobres da igreja de Jerusalém (At 11.29,30).

Quando devo dar? Quanto devo dar? A quem devo dar?

“No primeiro dia da semana”, mostrando que a contribuição deve ser contínua e sistemática.
“Cada um de vós”, ensina que todos devem contribuir.
“Conforme a sua prosperidade”, indica que a contribuição deve ser proporcional com a renda. Paulo não indica nenhuma quantia definida, nenhuma exata proporção da renda do indivíduo, para a contribuição, mas o deixa à consciência de cada um. Não é pra sobrecarregar uns nem deixar outros sem responsabilidade. Os crentes da Macedônia chegaram a rogar insistentemente a graça de participar da contribuição aos santos (2Co 8.4).
O dinheiro deve ser administrado com transparência. Paulo tinha um comitê financeiro responsável para conduzir essa oferta levantada à igreja de Jerusalém (1Co 16.3,4; 2 Co 8.16-24)


Conclusão
Dentro dos planos de Deus, quando abrimos nossas mãos para doar, ficamos com as mãos livres para receber também, e Deus nunca fica a dever nada para ninguém. E quando Paulo fala que devemos contribuir segundo propusermos em nosso coração.