domingo, novembro 21, 2010

Apresentação Lição 09 - A Oração e a Vontade de Deus

Meu irmãos,

Estamos de volta, abaixo segue um link para download de apresentação para ministração da Lição 09 - A oração e a Vontade de Deus.


Clique na Imagem para download

sábado, agosto 14, 2010

Centro de Missões Evangélicas Nacionais e Transculturais

Pessoal,
Após um período de árduo trabalho e muitas noites em claro, está no ar o site do Centro de Missões Evangélicas Nacionais e Transculturais, o CEMENT, uma agência missionária maranhense, formada por pessoas sérias e comprometidas com o crescimento do Reino de Deus.

Conheci o Cement de uma forma muito interessante e logo constatei que se tratava de um projeto sério e desafiador, onde Deus é o Alfa e o Ômega.

Aproveitem visitem o site e conheça mais de perto este trabalho maravilhoso liderado pela irmã Adalgisa.
Espero que gostem, orem e contribuam.


quinta-feira, junho 24, 2010

Lição Nova - 3º Trimestre de 2010

A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.

No 3º trimestre de 2010, estaremos estudando o tema O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra

Comentarista: Pastor Esequias Soares

SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- O Ministério Profético no Antigo Testamento
2- A Natureza da Atividade Profética
3- As Funções Sociais e Políticas da Profecia
4- Profecia e Misticismo
5- A Autenticidade da Profecia
6- Profetas Maiores e Menores
7- Os falsos Profetas
8- João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto
9- Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto
10- O Ministério Profético no Novo Testamento
11- O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia
12- O Tríplice Propósito da Profecia
13- A Missão Profética da Igreja

quarta-feira, abril 28, 2010

O Poder da Intercessão


Intercessão

Conceito: Súplica em favor de outrem. A intercessão pressupõe sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram; e, tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que nos importamos com o sofrimento do próximo.

Nas Sagradas Escrituras, o ministério da intercessão cabia oficialmente ao sacerdote. Todavia, encontramos profetas, reis e patriarcas a suplicar, em favor dos filhos de Israel e até pelos estrangeiros impenitentes.

Jeremias foi o profeta que mais intercedeu pelos judeus (Jr 14.11). O que dizer da intercessão de Abraão por Sodoma e Gomorra? (Gn 19). No capítulo sete de 2 Crônicas, Salomão depreende-se em favor de seu povo. Ao inaugurar o Santo Templo, o sapientíssimo rei deixa bem claro que a casa de Deus é, antes de mais nada, um lugar de intercessão.

Todavia, a mais bela de todas as intercessões acha-se em João 17. Nesta passagem, Jesus mostra porque recebeu o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque (1 Sm 12.23).

Ação Intercessória do Espírito Santo.

Mediação levada a efeito pelo Espírito Santo, visando a manutenção plena da comunhão entre o crente e o Salvador.

Ensina Paulo que o Espírito Santo intercede por nós, junto ao trono da graça com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26,27). Segundo o apóstolo a ação intercessória da Terceira Pessoa da Trindade deve-se ao fato de não sabermos como orar.

Não fosse essa mediação, nossa orações chegariam deformadas à presença do Pai; nenhum favor alcançaríamos. Mas, agora, contando com a ajuda do Espírito Santo, nossas preces são levadas aos céus como se fossem incensos. Eis porque nossas orações têm tanto poder e graça. A oração de um justo, escreveu Tiago, pode muito em seus efeitos.

Propósitos da Oração Intercessória

1- Para que Deus sustasse o seu juízo (Gn 18.23-32; Nm 14.13-19; Jl 1.17)

2- Que restaurasse o seu povo (Ne 1l Dn 9)

3- Que livrasse as pessoas do perigo (At 12.5,12)

4- Que abençoasse o seu povo (Nm 6.24-26)

5- Para que o Espírito Santo viesse sobre os crentes (At 8.15-17)

6- Para que Deus desse capacidade às pessoas de autoridade para governar bem (1Cr 29.19)

7- Pelo crescimento na vida cristã (Fp 1.9-11)

8- Por pastores (2 Tm 1.3-7)

9- Pela obra missionária ( Sl 67.3-5)

terça-feira, abril 20, 2010

Chorando aos pés do Senhor

O lamento de Jeremias
Diante da desobediência do povo e sua teimosia em continuar rebelde, Deus declara sua penalidade. Jeremias expressa um dos lamentos mais comoventes relatados na Bíblia. Apesar de ser menosprezado durante todo o seu ministério, Jeremias está amargamente triste diante do sofrimento de seus conterrâneos. Isto nos serve de lição, apesar de muitas vezes a mensagem que nós levamos não encontrarem as melhores recepções, devemos sempre lamentar e chorar ao vermos nossos expectadores, colherem o mal que plantaram.
Deus jamais deve ser culpado pela punição aplicada em seus ofensores, pois a Sua graça, para remissão dos pecados, tem sido oferecida desde os primórdios, através de seus profetas e hoje através da igreja de Cristo.
Assim como Jeremias veremos a seguir outros personagens bíblicos que lamentaram diante das iminentes ruínas de seu povo.
O lamento de Moisés
Em Deuteronômio 31.16, o Senhor diz a Moisés que após a sua morte o povo de Israel voltará a se prostituir e voltará a adorar a deuses estranhos. Desta forma profeticamente, foi revelada a Moisés a apostasia futura de Israel. No capítulo 32, em forma de cântico, Moisés adverte o povo sobre a rebelião e infidelidade a Deus e lamenta por seu povo, que irá sofrer os castigos severos de Deus.
O lamento de Samuel
Neste momento relatado do livro de 1 Samuel, capítulo 8, Samuel após longos anos como juiz de Israel, encontra-se em idade avançada, e sem ninguém para sucedê-lo, pois seus filhos inclinaram os seus corações ao pecado, todos os anciãos reuniram-se e pediram que fosse constituído um rei, a exemplo de outras nações, para que governasse sobre Israel.
Diante de tal pedido, Samuel encontra-se em situação desconfortável, já que, com este pedido, o povo estava literalmente rejeitando a Deus e o seu governo.
A escolha do povo entristece o profeta do Senhor. Deus conhecendo o íntimo de Samuel o conforta:
"E disse o Senhor a Samuel: ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não tem rejeitado a ti; antes a mim e tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele." (1 Sm 8.7)
Samuel, sendo um homem que conhecia a Deus desde a mais tenra idade, sabia que esta não era a vontade soberana do Senhor, pois o povo sofreria com os reis corruptos e idólatras.
O lamento de Oséias
Oséias, a exemplo de Jeremias, sempre advertiu o povo sobre sua apostasia e suas conseqüências graves, mas seguindo o exemplo dos sacerdotes daquela época, o povo afastava-se de Deus e rejeitava conhecê-lO.
Diante da rejeição da mensagem pregada, o profeta não tinha outra alternativa a não ser lamentar a destruição de seu povo, pois "lhe faltava conhecimento" (Os 4.6)
O lamento de Paulo
Nos capítulos 9 a 11 de Romanos, Paulo trata do problema de Israel, e sua presente rejeição do evangelho. Paulo se comovia com uma grande e contínua dor no seu coração (Rm 9.2), a preocupação e tristeza eram incessantes, por aqueles que estão sem Cristo. Atitudes semelhantes vemos em nosso Mestre Jesus.
O lamento de Jesus
Jesus chorou. Há poucos dias assisti uma entrevista com um grande astro do esporte, explicando seus constantes escândalos. Falando em meio a lágrimas, suas trágicas desventuras, foi questionado, pela repórter se ele não tinha vergonha de chorar, sua resposta foi: "Claro que não, até Jesus chorou". A grande diferença, amados irmãos, é que o choro de Jesus relatado em nos evangelhos, sempre foi por lamentar a condição humana do pecador que não conhece a Deus e por aqueles que o rejeitam deliberadamente.
Em Lucas 13.34, Jesus lamenta, por causa da rebeldia de Jerusalém, que resistia à graça e à vontade de Deus.
Conclusão
A sociedade pecaminosa, rebelde e apóstata em que vivemos, não terá outro pagamento, senão a execução do juízo de Deus. Todos que rejeitam ao Senhor e os seus ensinamentos provarão da ira vindoura. Resta-nos, orar, lamentar aos pés do Senhor e acima de tudo anunciar o Evangelho das Boas Novas.
Em Cristo
Eduardo Sousa

segunda-feira, abril 19, 2010

Eu & a terceira idade - Juvenis

Geralmente há muita discriminação dos jovens em relação aos idosos, isso se deve principalmente pela falta de orientação sobre o assunto, este tema dificilmente é abordado para discussão, no nosso meio. Creio, que o nobre professor tenha encontrado certa dificuldade, até mesmo para encontrar referências bibliográficas que pudessem lhe auxiliar na ministração desta lição, não é mesmo?

Aproveite para perguntar aos seus alunos se eles convivem com pessoas idosas e como tem sido o seu relacionamento com elas, como elas se comportam e em que se ocupam..
 
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quinta-feira, abril 15, 2010

Anunciando ousadamente a Palavra de Deus

Já vimos que a situação espiritual de Israel era decadente, e justamente por este motivo Deus ordena ao profeta Jeremias que pregue um duro sermão os alertando da condenação que era iminente.
Em seu chamamento, Jeremias é claramente informada de que terá de enfrentar oposição. A essência de sua mensagem é o juízo de Deus sobre a Israel apóstata. Em conseqüência, deve esperar a oposição procedente de reis, príncipes, sacerdotes e do laicato. Com esta sombria advertência, lhe chega a certeza do apoio de Deus.
A condição apóstata de Israel é impressionante (Jr 2-6). Os israelitas são culpáveis de terem desertado de Deus, a fonte das águas vivas e o manancial de todas suas bênçãos.
Como substituto, Israel tem buscado e escolhido deus estranhos que Jeremias compara com cisternas rompidas que não podem conter água. O render culto a deuses estranhos é comparável ao adultério nas relações matrimoniais. Como uma esposa infiel abandona a seu esposo, assim Israel tem abandonado a Deus. o exemplo histórico do juízo de Deus sobre Israel no 722 a.C., deveria ser suficiente aviso. Como um leão rugidor em seu covil, Deus levanta as nações para que levem o juízo sobre Judá. Israel tem desprezado a misericórdia divina. O tempo da ira de Deus chegou e o mal que explode sobre Judá é o fruto de suas próprias culpas (6.19).
O auditório de Jeremias se mostra cético a respeito da chegada do juízo divino (Jr 7-10) . Ignora suas valentes afirmações de que o templo será destruído, acreditando complacentemente que Deus tem escolhido seu santuário como seu lugar de permanência e na confiança também de que Deus não permitirá que governantes pagãos destrocem o lugar que esteve saturado com sua glória nos dias de Salomão (2 Cr 5-7). Jeremias indica as ruínas que estão no norte de Jerusalém como evidência de que o tabernáculo não salvou Siló da destruição em tempos passados . E tampouco o templo assegurará a Jerusalém contra o dia do juízo.
A obediência é a clave para uma reta relação com Deus. Por seus males sociais e a idolatria, o povo tem feito do templo um refúgio de ladrões, ainda quando continuem realizando os sacrifícios prescritos. A religião formal e ritual não pode servir como substituto para a obediência a Deus.
Jeremias se sente amargurado pela dor e o sofrimento ao ver a indiferença de seu povo. deseja orar por sua nação, mas Deus proíbe sua intercessão (Jr 7.16). Nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, estão rendendo culto a outros deuses. É demasiado tarde para Judá, desejar interceder em seu nome. Entretanto, o povo encontra sua tranqüilidade no fato de que são os custódios da lei (Jr 8.8), e esperam que isto os salvará da condenação predita. Porém ao profeta é lembrado que o terrível juízo é coisa certa.
Sentindo-se esmagado em sua própria alma, Jeremias comprova que a colheita se passou, o verão terminou e seu povo não será salvo. Queixando-se, demando se é que não existe algum balsamo de Gileade para curar seu povo, e então, chora dia e noite por eles.
Incluso embora o juízo vem sobre a nação, Deus lhe dá a segurança de que o indivíduo que não se glória em seu poder ou em sua sabedoria, senão que conhece e compreende o Senhor na formosa prática da bondade, a justiça e a retidão na terra, é o que está conforme com o aviso de Deus. Deus, como rei das nações, deve ser temido.
  1. Jeremias é chamado a pregar na porta do templo
A chamada do profeta ao povo para que se reúna às portas do templo é mais breve na Septuaginta do que no texto massorético: "Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá".
UM AVISO (Jr 7.3-20). A mensagem começa com uma advertência. Que a nação ponha os olhos no destino de Silo. Põe-te à porta. O profeta deverá proclamar a sua mensagem numa das portas do templo, ficando o povo no átrio exterior separado do interior pelas respectivas portas. Talvez esta mensagem fosse transmitida durante qualquer dos grandes festivais, quando haveria normalmente grande ajuntamento de povo às portas do templo. Os vossos caminhos e as vossas obras ; "caminhos", hábitos profundamente arraigados; "obras", os atos, individualmente considerados que acabam por constituir tais hábitos. Templo do Senhor ; a tríplice repetição destina-se a dar mais ênfase. Compare-se com a frase de Cristo: "Na verdade, na verdade, vos digo". O templo é a casa de Deus e Sua propriedade peculiar . Portanto, o próprio templo constituiria um apelo ao povo para que este fosse santo, como sugeria o seu simbolismo, isto é, um povo separado. Se assim não sucedesse, então Iavé abandonaria o templo e, portanto a nação (realidade esta salientada também por Ezequiel nas suas profecias), sendo o resultado o derrubamento e o exílio. Se, porém, se arrependerem, Deus será com eles. As palavras vos farei habitar neste lugar podem ser traduzidas: "Então habitarei convosco", isto é, no templo. O problema moral é evidente: o templo como covil de ladrões não é digno da Sua presença; como Silo, fica deserto; a arca em si é impotente para salvar Israel. Furtareis vós e matareis; no hebraico, estes verbos encontram-se no infinito, um modo utilizado quando se deseja sublinhar fortemente a ação. Somos livres. O povo imaginava, como se depreende, que, observando os ritos religiosos, seria liberto da abominação a que o profeta tão freqüentemente aludia. Caverna de salteadores, isto é, um local de abrigo nos intervalos entre atos criminosos e de violência. Ver Mt 11.17; Lc 19.46.
Silo; uma localidade na estrada principal de Jerusalém para Siquém. A arca foi ali colocada nos dias de Josué, e a destruição desta localidade em parte alguma vem mencionada no Velho Testamento. O Sl 78.60 diz-nos que Deus a abandonou. Os vers. 16-20 parecem constituir uma interrupção na mensagem pronunciada no templo, a não ser que representem um interlúdio simbolizando o fim calamitoso dos rebeldes impenitentes e profanos. Rainha dos céus, a Istar dos babilônios, ao que parece principalmente adorada pelo elemento feminino. As palavras "bolos" e "rainha" têm um ar estranho em hebraico, destinando-se talvez a indicar a origem estrangeira desse culto.
 
II - A mensagem de Jeremias
Em seu chamado inicial ao arrependimento, ele adverte o povo a não confiar em palavras enganosas como "o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor"(Jr (7.1-4). A mera existência de um local de adoração não assegura a presença abenço-mera de Deus, conforme fica provado no incidente de Baal-Peor e na oração dedicatória de Salomão (Nm25.1-5; 1 Rs 8.27-30). Deus escolhe estar no templo e, por este motivo não está preso ao lugar. Visto que todos os Dez Mandamentos foram quebrados, para Deus o povo vem adorar apenas com o objetivo de sentir-se seguro em seus pecados (Jr 7-8-10). Sua liturgia reforça sua falsa doutrina. O arrependimento é necessário e deve resultar em justiça e misericórdia (Jr 7.5-7). Em caso contrário, Deus removerá esse templo com tanta facilidade como quando removeu Siló, na época de Eli (1 Sm 4.10-11).
O sermão de Jeremias pede aos ouvintes que declarem em quem confiam. No momento confiam em seu engano (Jr 7.9), em ídolos (Jr 7.17-20) e na presença física de um centro de adoração. Assim, se a nação rejeitar o Senhor, o templo será destruído junto com o resto de Jerusalém, e, quando o templo se for, o povo saberá que Deus também se retirou.
 
Conclusão
 
    Deus não nos chamou para uma vida religiosa, mas para termos uma vida de compromisso com Ele. Infelizmente em nosso tempo, não tem sido muito diferente dos dias de Jeremias, o povo aceita o sistema de Deus, mas rejeita o Deus do sistema. Preferem viver uma vida cheia de regras e de fardos pesados para serem carregados, que realmente viver uma vida cristão sadia.
Deus não se importa com sacrifícios, ele quer é obediência. A igreja vive este momento de turbulência, porque muitos não ainda não se convertera, apenas aderiram ao sistema evangélico, enganando-se e enganando aos outros. Pertencer ao rol de membros de uma denominação os salvará. Não basta aderirmos ao cristianismo, é preciso vivê-lo.

 
Bibliografia Consultada:
Teologia do Antigo Testamento – Paul R. House – Editora Vida
A História de Israel no At – Samuel J. Schultz – Editora Vida Nova
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards – CPAD

 
Caro leitor, ao ler este artigo, e quiser copiá-lo não deixe mencionar os créditos do blog.
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quarta-feira, abril 07, 2010

O trigo e o joio – Pré Adolescentes


Mais uma parábola do divino Mestre em torno da vida agrícola daqueles tempos. Nesta parábola, há fatos e situações semelhantes à anterior, porém, com sentidos diferentes. A parábola do Trigo e do Joio ressalta o fato de que há na presente era uma semente de Satanás semeada aqui no mundo, paralelamente à da Palavra de Deus. A coexistência do povo do Maligno com o povo de Deus na dimensão visível e atual do reino dos céus terminará somente com a vinda do Senhor.

Temos aqui o caráter misto do reino e a separação final e absoluta dos homens em dois grupos. Mais uma vez, nessa primorosa parábola adicional, o próprio Pregador, com simplicidade característica, e clareza encantadora, expõe o significado de seus ensinamentos. Na Parábola do semeador, "a semente é a palavra de Deus" (Lc 8:11). Mas os que a receberam em seus corações e experimentaram-na como a Palavra transformadora, são agora "filhos do reino", como expressou-se Tiago: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da sua verdade" (Tg 1:18).
Essa parábola apresenta o problema do mal. A mistura do mal com o bem é uma condição que nos confronta em todas as escalas sociais, em todas as formas de governo, no lar e na igreja. Não importa como legislamos ou separamos, as sementes da corrupção parecem alojadas e crescem como joio pernicioso em campos férteis. O verdadeiro e o falso estão sempre conosco. O bem e o mal estão indistintamente enlaçados em nossa sociedade humana. Como Reinhold Neibuhr diz: "Os elementos criativos e destrutivos da ansiedade estão de tal maneira mesclados, que a purificação imparcial do avanço moral do pecado não é tão fácil como imaginam os moralistas".
Na Parábola do trigo e do joio há dois semeadores, duas espécies de semente e duas colheitas: a do bem e a do mal. A boa terra não está separada por si mesma no campo, mas está "entremeada com outros solos por todo o campo". Essa é uma importante característica a observar na interpretação dessa parábola.
Campo. O que devemos entender pelo campo ter produzido tanto trigo quanto joio? Alguns comentaristas crêem que, pela referência ao "trigo", nosso Senhor disse que o campo representa a Igreja ou a cristandade. O dr. E. H. Kirk diz: "Esta parábola é uma. declaração profética de que a igreja de Cristo na terra seria um corpo imperfeito. A igreja visível ou a igreja como corpo organizado na terra tem duas espécies de imperfeições: os defeitos pessoais dos regenerados e a filiação de pessoas não regeneradas. Essas imperfeições têm, em todas as épocas, despertado um zelo sincero; mas também causaram zelo impuro e entenebrecido pela obra purificado-ra. O propósito dessa parábola é esclarecer e modificar a primeira e despir a última dos seus argumentos plausíveis". Fausset igualmente afirma que o joio foi semeado com o trigo, ou "depositado dentro do território da igreja visível". Arthur Pink também identifica o campo como o mundo religioso.
Jesus falou claramente que "o campo é o mundo" —"seu campo" (13:24,38). Aqui ele reivindica o direito de propriedade. Não negamos o fato lamentável que no reino do cristianismo professo existam o joio e o trigo, todos dentro da verdadeira igreja, a igreja do Deus vivo. Os autênticos cristãos formam a boa semente, o trigo, mas na cristandade pode-se ver uma mistura de "filhos de Deus" com os "filhos do diabo". Note as expressões seu campo e teu campo, as quais declaram que o Mestre é o Proprietário, Senhor e Agricultor desse mundo. "Do Senhor é a terra e a sua plenitude". Esse campo, então, é a esfera da habitação humana, no mundo que Deus ama (Jo 3:16), e no qual o inimigo apanha a boa semente, e também semeia o joio.
Dois semeadores. Os ouvintes dessa parábola são a multidão reunida na praia e os discípulos no barco. A esses, Jesus descreveu os dois semeadores, tão diferentes em caráter e propósito. Primeiro, havia o "homem" revelado como "pai de família" (Mt 13:24, 27) e como "o Filho do homem" (Mt 13:37). Aqui, "o semeador" é apenas Jesus. Como Criador, ele fez o homem íntegro, quando o criou à sua semelhança, i.e., plantou dentro dele santos princípios e aspirações. O outro semeador é chamado "seu inimigo", "um inimigo", "o maligno", "o diabo" (Mt 13:25,28,38,39). Não demorou muito, até que Satanás semeasse o joio no trigo de Deus ou seja, em Adão e Eva. A palavra que Jesus usou para designar o seu inimigo foi diabolos, o caluniador, o mentiroso, aquele que é contra toda a verdade. Note a ênfase aqui: "seu inimigo", ou seja, inimigo de Cristo. Jesus sempre foi o alvo da maldade do diabo (Mt 4:1-11). A Trindade do bem e do mal são opostas uma a outra: o Pai e o mundo (Uo 2:15,16); o espírito e a carne (Gl 5:17); Cristo e Satanás (Gn 3:15). Seu inimigo semeou no campo que não era dele. A despeito da maldade prevalecer no Universo, esse ainda é o mundo de Cristo, e quando ele retornar como "Príncipe dos reis da terra", esse será um lugar puro para viver.
A astúcia do inimigo pode ser vista por ele ter semeado o seu joio entre o trigo, enquanto os servos dormiam. Não podemos tomar isso como falta de vigilância pelo campo semeado. Sem dúvida, era noite, a hora normal de dormir para os trabalhadores do campo e para os vigias. Discernimos melhor a natureza covarde do diabo, que escolheu a escuridão para as suas obras diabólicas. Satanás semeia secretamente, e os enganados pelo diabo amam as trevas porque suas obras são más. Assim, os servos que dormiram não são apenas adorno ou cores na parábola.
Dois produtos. O filho do homem semeia trigo em seu campo, e "seu inimigo" semeia joio "no meio do trigo". Esse ser diabólico não pensaria em semear os maus entre os maus. Ele semeia o maligno entre o bom, e os dois juntos constituem a cristandade. O que podemos entender pelos produtos figurados da parábola? Tomemos primeiramente:
Joio. As ações do diabo eram motivadas pela completa malícia, pois o joio, como erva daninha, nunca teve valor comercial. Mais, precisamente, o "joio" é uma semente dificilmente distinguível da semente do trigo (e a diferença não pode ser detectada até que tenha brotado). "Joio" não é aquilo que entendemos pelo termo, mas algumas espécies nocivas de plantas, alimento, como o milho selvagem. Joio! Um inimigo tão vigilante e inquieto como Satanás tem tanto para semear! O joio da sabedoria carnal, do orgulho de ignorar o pecado. E porque, como nos informa Thomson em Land and the book [A terra e o livro], "um exame preciso geralmente será incapaz de detectar a diferença entre joio e trigo, quando ambos ainda não desa-brocharam". Seu método é oposição pela imitação como afirma o dr. Scroggie. Os maus são semeados entre os bons, e a diferença nem sempre é visível. Muitos que não são do Senhor contudo assemelham-se aos-que são: vão à igreja, oram, lêem a Bíblia como cristãos, mas são, na verdade, sem Cristo.
Richard Glover, em seu Commentary on Matthew [Comentário de Mateus], informa-nos que o joio semeado no meio do trigo era "uma forma de vingança, felizmente rara, contra a qual foram feitas as leis em Roma, que são às vezes praticadas em todo lugar. O agravo causado era o envenenamento de uma parte do trigo, que exigia muito trabalho para livrar-se dele, e a indolente presença, durante anos, de algumas sementes perniciosas. Quão perversos tornam-se os homens, quando dão lugar à vingança! Dean Alford teve um campo onde foi semeada mostarda selvagem por um inimigo que o detestava". O diabo, então, é vingativo e malicioso.
Mas em sua interpretação da parábola, Jesus diz que o "joio" são "os filhos do maligno" (13:38); não plantas, mas pessoas. Que diferença de natureza sugerem as expressões filhos do reino e filhos do malignol Estes não tiveram origem no maligno, mas muitos moldaram seu caráter à vontade dele, e são, por isso, chamados seus filhos (Jo 8:44). São esses os que Satanás semeou entre "os filhos do reino".
Trigo. "A boa semente", "o trigo", "os filhos do reino" são termos equivalentes. Na parábola anterior, "a semente era a palavra do reino, mas aqui "a boa semente" é o produto daquela palavra recebida, entendida e obedecida, ou seja, os que por meio dela se tornaram "filhos do reino". O Filho do homem, como o Semeador e Pai de família, semeia apenas boas sementes: vidas transformadas pela palavra, que incorporam a palavra da verdade. Esse é o propósito do Redentor ao semear seus redimidos nesse mundo de pecado e miséria, para que produzam fruto para a glória eterna e prazer por suas almas transformadas. E por isso que ele o semeou onde você vive e trabalha. Como alguém comprado por um preço e nascido do seu Espírito, uma nova criação nele e herdeira da vida eterna, Jesus espera que você frutifique no lugar do campo desse mundo onde ele o plantou.
Duas perguntas. Os servos do Pai de família ou Proprietário do campo fizeram-lhe duas perguntas gerais: "Senhor, não semeaste tu no teu campo, boa semente —como então, está cheio de joio? [...] Queres que vamos arrancá-lo?" A primeira pergunta está dividida em duas partes, onde a primeira reconhece que o campo era do Pai de família, e ele mesmo havia semeado, e semeara apenas boas sementes.
A terra é do Senhor. Também ele originou e primeiro disseminou o evangelho, nada além do evangelho. Mas a segunda parte da primeira pergunta nos conduz ao mais profundo de todos os mistérios, a saber, a origem do mal e a sua permanência no mundo. O problema dessa parábola é tão antigo quanto a raça humana. Por que permitiu-se à serpente entrar no Paraíso? Por que permitiu-se que Judas fosse um dos doze? Por que a igreja primitiva quase foi arruinada pelos falsos cristãos? Por que Deus permite que o pecado e a tristeza afetem o seu mundo hoje? Jesus disse: "Um inimigo fez isto". Mas por que o inimigo está tão ativo, após quase dois milênios de cristianismo, e semeia mais joio do que nunca no campo de Deus? Esse é um dos mistérios a ser revelado. Atualmente, como "cristãos, deveríamos estar mais preocupados com a vitória sobre o mal, do que com uma completa explicação sobre ele".
A segunda pergunta: "Queres que vamos arrancá-lo?" (ojoio) faz supor que os servos queriam livrar o campo da erva daninha de uma vez. A resposta do Pai de família está dividida em duas partes. Antes de tudo, ele se refere ao crescimento do trigo e do joio. Antes de amadurecer, ojoio e o trigo são muito parecidos; e tentar destruir o joio, podia significar também a destruição do trigo. A separação entre um e outro estaria além da sabedoria dos servos. A segunda parte da resposta trata da colheita final. "Deixai crescer ambos juntos até a ceifa". Não é para sempre que a boa semente e ojoio estão misturados. Virá o tempo da separação, quando anjos, e não homens, vão amarrar o trigo e queimar ojoio.
Duas colheitas. Ao se referir à época da colheita, Jesus disse que os ceifeiros seriam capazes de distinguir entre o trigo e ojoio, e a separação seria desse modo: "Colhei primeiro o joio, atai-o em molhos para o queimar [...] Colhei o trigo e recolhei-o no meu celeiro". Essa colheita e destruição do joio dar-se-ão no "fim do mundo". Vamos tratar antes de tudo da destruição do joio, que será atado em molhos. Como a amarração do joio em molhos se sucede no campo, é interessante observar como esse processo de atar o joio em molhos é espantosamente rápido. Nunca houve dias como os nossos, de misturas e combinações. Vemos isso no mundo comercial, no qual os interesses particulares foram eliminados, companhias de crédito, sindicatos, associações e corporações dominam a indústria e o comércio. No mundo social, nunca tivemos tantos clubes, associações, fraternidades e organizações. No mundo político, temos a Organização das Nações Unidas (ONU), as Comunidades e os Mercados Comuns. O comunismo está forjando um bloco multina-cionalista e declarando que países ateístas querem viver em coexistência pacífica com nações que professam o cristianismo. No mundo religioso, o atar em fardos é evidente. Protestantes, católicos romanos e judeus confraternizam-se, e o ecumenismo é o seu proeminente evangelho. Que maravilhoso se saísse a ordem divina: "Ajuntai o joio em molhos".
Depois de colhidas e atadas, as ervas serão destruídas pelo fogo. A época dessa colheita está designada: "Pois determinou um dia em que, com justiça, há de julgar o mundo" (At 17:31). O curso da história humana, então, encaminha-se para o juízo. "O tempo da tribulação moral e do juízo aproxima-se com toda precisão do mecanismo moral, e ninguém escapará a esse último grande julgamento". Quanto ao tempo em que os ceifeiros obedecerão à convocação do Pai de família, para lidar com o joio, Jesus disse que seria no "fim do mundo", ou século —o fim da era dos gentios, quando Cristo retorna à terra como Rei, e expulsa de seu reino tudo o que causa tropeço (Ap 16:14-16). O juízo final de todos os ímpios terá lugar no dia do Trono Branco, para testemunhar a ratificação do juízo de Deus sobre Satanás, os anjos maus e todos os que morreram sem Cristo.
"Queimados no fogo" é a expressão mais solene. Como o "joio" simboliza todas as almas perdidas, não podemos elucidar o seu futuro depois desse destino declarado. Jesus declarou a futura destruição do joio. A "fornalha de fogo" e "pranto e ranger de dentes" dizem respeito aos horrores do inferno e da morada do iníquo, o Lago de Fogo. Essa linguagem vigorosa é de pavorosa contemplação. Fausset diz que "atirados ou lançados designam indignação, aborrecimento e desprezo (SI 9:17; Dn 12:2); 'a fornalha de fogo' denota a ferocidade do tormento; o 'pranto' significa a angústia que o sofrimento causará, enquanto 'ranger de dentes' é-um modo gráfico de expressar o desprezo de seu irremediável destino (Mt 8:12)". O castigo do iníquo será terrível (Ap 20:11). O que Jesus falou sobre molhos no fogo não era apenas roupagem de parábola, mas uma solene revelação e declaração do destino final de todos os ímpios (Hb 2:1-4).
Mas que colheita diferente aguarda o trigo que será recolhido no celeiro divino? Não haverá joio naquele celeiro, exatamente como não existirá trigo na fornalha de fogo. A pergunta é: "Quando será recolhido o trigo do Filho do homem?". Quando Jesus voltar nos ares, então será recolhido todo o seu trigo do campo desse mundo. Que recolhimento dos resgatados será esse! (lTs 4:15-17). O celeiro onde nos recolherá não será porventura a Casa de seu Pai? (Jo 14:1-3). Seus escolhidos, recolhidos dos "quatro ventos" (Mt 24:30,31), estarão com Jesus para sempre. Que glorioso destino espera os justos, os quais resplandecerão como o Sol eternamente! Serão exaltados e bem-aventurados para todo o sempre (Mt 13:43; 25:34)! Foram chamados em Cristo para a eterna glória de Deus (lPe 5:10; 2Pe 1:1-11). Uma encantadora esperança é a porção de todos os que foram salvos pela graça (Dn 12:1-3; At 14:22; 2Tm 2:12).
Há outro ponto a destacar na conclusão dessa meditação, a respeito da Parábola do trigo e do joio, a saber: vivemos ainda na época da graça, quando joio pode vir a ser trigo, ou pecadores podem ser transformados em santos. A parábola não exclui essa mudança antes que "o fim dos tempos" tenha chegado. Por essas palavras de Jesus, aprendemos que, pelo seu poder, o inimigo pode ser derrotado, e seus escravos feitos em servos de Deus. Os filhos do diabo podem ainda tornar-se filhos do reino, e ser salvos, portanto, do terrível Juízo Final. Membros impostures da igreja podem ser transformados em crentes genuínos e úteis. Então, não há uma aplicação pessoal a pensar? Jesus falou a Pedro que ele era trigo e que, como tal, seria peneirado por Satanás e, nesse peneirar, a palha ou joio desapareceriam (Lc 22:31). Temos razões para examinar o campo do nosso coração para descobrir se o inimigo semeou lá algum joio? Quanto mais o Senhor tem do nosso coração, menos terá o diabo.